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Não custa lembrar do mal das mensagens excessivamente "amorosas"

(Por Demétrio Correia)

Os "espíritas" ainda se deixam levar pelas "palavras de amor".

Acham que, "quanto mais amor", mais "superiores" serão as energias.

Coitados daqueles que pensam assim.

Principalmente no "espiritismo" deturpado no qual o nome de Allan Kardec se reduz a um alvo de viscosa bajulação.

Esquecem dos alertas de Erasto para o risco de palavras tão dóceis esconder apelos para se aceitar um igrejismo mofado, moralista e cheio de devaneios e preconceitos materialistas.

O espírito Erasto mandou mensagens aproveitadas sobretudo em O Livro dos Médiuns (recomenda-se a tradução de José Herculano Pires, próxima do texto original).

Ele alertou, com o máximo de detalhes possível, a armadilha da deturpação.

Preveniu a humanidade de personalidades aparentemente agradáveis, mas maliciosas, como os supostos médiuns Francisco Cândido Xavier e Divaldo Pereira Franco.

Se observar muitos dos aspectos negativos alertados por Erasto, os "espíritas" brasileiros, se forem mais atentos, se segurariam para não caírem das cadeiras.

"Textos empolados", "ideias truncadas" e outros dados negativos se observam nas obras e depoimentos de Chico Xavier e Divaldo Franco.

Recentemente, Divaldo Franco, ao fazer seu julgamento de valor sobre os refugiados do Oriente Médio, lançou ideias truncadas sobre "o lobo e o cordeiro".

E isso num depoimento a uma entrevista.

Divaldo é conhecido por suas ideias rebuscadas e pedantes. Chico, pelo falso eruditismo futurista vindo de um caipira ultraconservador.

Quantos punhais não lançaram Chico e Divaldo com suas dóceis palavras, acusando pessoas humildes de terem sido tiranos em vida distante?

Quantos torpedos mortíferos eles não lançaram com seus recados moralistas fantasiados de "mensagens de amor e esperança"?

As pessoas se deixam levar pela idolatria cega a eles por causa do açúcar de suas palavras e imagens.

Esquecem daquela ideia do bombom envenenado, ou mesmo da diabetes contraída pelo excedente de um inocente açúcar ingerido em excesso.

Na religião, "amor em excesso" também trava a razão e deixa as pessoas perturbadas.

Elas têm apenas a sensação momentânea das "boas energias", quando tudo está bem.

Mas, quando essas pessoas são contrariadas, elas explodem numa raiva sem precedentes.

Vão apedrejando os outros, iludidas estão com sua aparente perfeição e a má interpretação das palavras de Jesus.

Disparam ameaças, chantagens, ironias, como naquele filme dos Gremlins, animais fofinhos que viram monstros ameaçadores.

Quanto cuidado se deve ter com o mel das palavras, para evitar a diabetes da fé cega e fantasiadora e o veneno da reação furiosa na contrariedade.

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