(Por Demétrio Correia) Ah, o palestrante "espírita". Coreógrafo das belas palavras, estufa o peito e se julga detentor de muita sabedoria. Depois, mediante falsa modéstia, se autoproclama servo do saber. Questionado, sempre tem um exército de palavras para recuperar sempre a posse da verdade. Ele pede aos outros que aguentem dificuldades, abram mão de tudo, se possível até do mais necessário. Quantos textos faz, enquanto camufla as contradições que comete em relação à Doutrina Espírita. Num dado momento, fala em igrejismo, evoca padres, exalta os "médiuns" no habitual culto à personalidade que sempre os projetaram. Mas em certos casos o palestrante é o próprio "médium", hoje promovido a sacerdote do "espiritismo". Em outro momento, o palestrante se esforça para elogiar os espíritas autênticos. Fala em Erasto, se esquecendo que o próprio palestrante receberia um puxão de orelha do discípulo de Paulo de Ta...