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Mostrando postagens de Fevereiro, 2017

Quando a bondade se reduz a um sacramento religioso

(Por Demétrio Correia)
As pessoas deveriam rever severamente seus conceitos de bondade.
Veem a bondade como um mero rito religioso, um simples sacramento.
Acabam caindo em muitas ilusões.
Como a de exaltar um filantropo não pela quantidade de benefícios reais que trouxe, mas pelo prestígio religioso que acumula.
Essa incompreensão do que é bondade, caridade etc faz com que se aceitem os deturpadores do Espiritismo, surdos aos alertas do espírito Erasto.
Erasto disse, em mensagem publicada em O Livro dos Médiuns, de Allan Kardec, para tomarmos muito cuidado com as "coisas boas" que os deturpadores da Doutrina Espírita trazem.
Isso porque, por trás delas, há todo um esforço de lançar ideias levianas e crenças obscurantistas.
O pessoal fica exaltando figuras como Francisco Cândido Xavier e Divaldo Pereira Franco.
Esquecem que Chico Xavier e Divaldo Franco são deturpadores dos mais perigosos e traiçoeiros do Espiritismo.
Eles lançam "coisas boas" porque querem inserir…

"Espiritismo" faz as pessoas serem dissimuladas

(Por Demétrio Correia)
Quem segue o "espiritismo" brasileiro tem uma mania de dissimulação.
Afirma que obtém "conhecimentos" e se acha "profundamente esclarecido".
Mas, quando se vê como se dá isso, é o deslumbramento religioso que fala mais alto.
A religião marcada pela desonestidade doutrinária, por ter raiz em Jean-Baptiste Roustaing mas se autoproclama "rigorosamente fiel" a Allan Kardec, permite a dissimulação.
Usa a Ciência apenas para sustentar os caprichos pedantes e arrivistas da Fé.
Mas não estabelece equilíbrio entre raciocínio e religiosidade, antes apostando na supremacia desta última.
O "espiritismo" é marcado por tantas contradições que fazem ele ser uma das religiões mais desonestas do mundo.
A título de comparação, religiões como a Igreja Católica e o Protestantismo têm suas fantasias, mas não apelam para a desonestidade doutrinária.
Podem falar até em mar se partindo ao meio, como na famosa passagem de Moisés, mas nã…

Paixões religiosas: orgias sem sexo, drogas nem dinheiro

(Por Demétrio Correia)
As orgias da carne e do dinheiro são perigosas e traiçoeiras à pessoa humana?
Sim, com toda e maior certeza!
Quantas armadilhas escondem o prazer cego pelo dinheiro, pelo sexo, recreios para o egoísmo e a cupidez humanos!
Mas o que não percebemos é que as paixões religiosas também são perigosas.
Sobretudo no "espiritismo" brasileiro, que deturpou o legado de Allan Kardec.
Tem-se o êxtase pelo sofrimento. Seja de si mesmo, seja do outro.
Tem-se a orgia da alma, a masturbação não-sexual das palavras bonitas.
Francisco Cândido Xavier foi e continua sendo o líder simbólico desses bacanais, onde o sensualismo mórbido se dá pelo deslumbramento da fé.
Transformam-se os jovens mortos em fetiches para adoração tão fútil, leviana e lasciva.
O êxtase orgiástico da suposta certeza de que eles estão bem no mundo espiritual, ignorando tantos aborrecimentos que espíritos têm quando sua encarnação é tão prematuramente ceifada!
Ah, quantas orgias se escondem na "…

Um "Cruz e Sousa" fake trazido por Chico Xavier

(Por Demétrio Correia)
Pioneiro dos fakes, Francisco Cândido Xavier iniciou sua trajetória arrivista com um livro de poemas "do além", Parnaso de Além-Túmulo.
O livro se comprova uma coleção de pastiches literários, em muitos casos parecendo verdadeiras paródias, mas que a paixão religiosa deixou passar como "obra autêntica da espiritualidade superior".
Sim, a paixão religiosa, essa orgia sem sexo e nem dinheiro, mas tão mórbida e voltada para os gozos "do outro mundo", tão levianos e lascivos.
Sabe-se que Chico Xavier não realizou os pastiches sozinho e ainda se há de analisar as verdadeiras razões desse embuste literário, sem sucumbir à paixão religiosa que sempre protegeu o anti-médium mineiro.
Aqui vamos comparar um poema de João da Cruz e Sousa (1861-1898), poeta simbolista brasileiro, e um poema do suposto espírito, publicada na referida obra "mediúnica".
À primeira vista, os poemas são idênticos em estilo e mensagem, mas cabe aqui tomar …

O caso do "Chico Xavier disse"

(Por Demétrio Correia)
Os seguidores de Francisco Cândido Xavier têm um hábito bastante curioso.
Há uma certa vigilância em torno da ideia de que "Chico Xavier disse", "Chico Xavier não disse".
Isso cria, não raro, tamanhos desentendimentos.
Como no caso da suposta profecia da Data-Limite.
Por terem sido relatos que se tornaram mais conhecidos pela declaração intermediada por Geraldo Lemos Neto, parte dos chiquistas não reconhece essa tese.
"Chico não disse isso", afirmam alguns seguidores que duvidam das "profecias" que anunciam catástrofes naturais e o extermínio do Hemisfério Norte.
Mas as "profecias" também procedem diante de declarações de Chico Xavier no programa Pinga-Fogo, da TV Tupi de São Paulo, em 1971.
Há também ele descreve "avisos" de Emmanuel no livro A Caminho da Luz, de 1939, que teriam "prenunciado" a "reunião" narrada no sonho da "data-limite" de 1969 (mas relatada em 1986).
C…

"Espiritismo": religião água com açúcar?

(Por Demétrio Correia)

Os defensores do "espiritismo" brasileiro caem em contradição o tempo todo, e isso é sabido entre quem questiona os vícios desta doutrina.

Uma dessas contradições é confundir consolação com conhecimento.

O "espiritismo", de raízes roustanguistas e conteúdo deturpado, é portanto pouco inclinado ao saber.

A última coisa que o "espiritismo" feito no Brasil cogita fazer é esclarecer as pessoas.

O que muitos pensam ser "esclarecimento" é uma deturpação de algumas ideias primárias.

A de que existe vida após a morte, a chamada vida espiritual, e o espírito vive em algum mundo.

Allan Kardec avisou que ainda somos incapazes de fazer qualquer esboço ou suposição de um mundo espiritual, porque não existem estudos que tragam algum indício de como ele é.

Ele deu o recado no século XIX, mas a experiência comprova que nada foi superado neste sentido.

Continuamos ignorantes quanto ao mundo espiritual, mas o "espiritismo" brasil…

As paixões religiosas que blindam a deturpação espírita

(Por Demétrio Correia)
Por que, quando se questiona a deturpação que atinge a Doutrina Espírita, os deturpadores saem praticamente ilesos?
Até se admite que eles entenderam mal o legado de Allan Kardec, lançaram conceitos estranhos à Doutrina Espírita etc.
Mas são poupados porque "são bondosos".
São poupados "por causa da caridade", "porque ajudam muita gente", "porque salvaram vidas".
Tais alegações, sabemos, são mitos.
Afinal, os deturpadores do Espiritismo no Brasil quase nada ajudaram.
Usam a filantropia apenas para obter prestígio religioso, e os lugares onde se localizam as "casas espíritas" são justamente onde ocorrem vários dos maiores índices de violência no país.
Se a "filantropia" ajudasse mesmo, não haveria miséria e violência em áreas "protegidas" por esses supostos médiuns.
O grande problema também é o "culto à personalidade".
Aqui o "médium" é o centro das atenções. Tem prenome, n…

Um poema igrejeiro e com métrica irregular do falso Olavo Bilac

(Por Demétrio Correia)
Os que sonham em ver Parnaso de Além-Túmulo ser considerada obra autêntica da espiritualidade podem se preparar para a decepção.
Não é difícil identificar irregularidades severas de estilo, pastiches literários que, repetimos, foi feita por Chico Xavier, mas com a ajuda de inúmeros colaboradores.
Vamos mostrar aqui as obras que apresentam irregularidades, comparando com as obras originais, para que assim possamos atestar, de maneira objetiva, os pontos duvidosos.
Com medo de serem decepcionados, os partidários de Chico Xavier tentam vários rodeios.
Uns, malandramente, usam teses acadêmicas alegando que "não dá" para ver irregularidade nas supostas obras espirituais de Chico Xavier pela simples análise textual, mas pelo entendimento do que é mediunidade e vida espiritual.
Só que eles recusam a fazer estudos sérios para tal entendimento, se contentando com a "mentiunidade" (mediunidade de faz-de-conta) e com as fantasias fabulosas das "co…

Um poema que, sem dúvida, o espírito de Auta de Souza não escreveu

(Por Demétrio Correia)
Há um sério problema naqueles que veem autenticidade nas supostas obras literárias trazidas por Francisco Cândido Xavier.
Com leitura apressada ou mesmo uma primeira leitura de desguste, eles se impressionam com semelhanças e se esquecem de uma única diferença comprometedora.
É como se experimentassem uma gelatina de framboesa e afirmarem, de forma taxativa, que adoraram a gelatina de morango que experimentaram.
O livro Parnaso de Além-Túmulo é uma teia de irregularidades, as quais poucos puderam destrinchar. 
A polêmica simplória criou um maniqueísmo na qual Chico Xavier se sairia bem em qualquer uma delas.
Numa hipótese, ele era o porta-voz dos mais requintados artistas do mundo espiritual.
Noutra hipótese, ele era o sofisticado pastichador dos mais diversos estilos e expressões literários.
Esquecem que o livro foi, na verdade, uma obra coletiva, mas de gente da Terra, mesmo.
O próprio Chico Xavier escreveu cartas pedindo ajuda aos editores da FEB.
E isso foi…

A carteirada religiosa de Chico Xavier sobre Humberto de Campos Filho

Como Francisco Cândido Xavier conseguiu usurpar o nome de Humberto de Campos e ainda conquistar a confiança de um dos filhos. Um relato de como o oportunismo, se valendo do prestígio religioso, pode levar vantagem em tudo.

Versos derrubam "veracidade" de poema atribuído ao espírito de Casimiro de Abreu

(Por Demétrio Correia)
Preocupado em defender Chico Xavier, um chiquista "independente" (se diz umbandista, mas sente simpatia pelo "médium"), cometeu um equívoco.
O sujeito, Jorge Caetano Júnior, escreveu um artigo "científico" sobre Parnaso de Além-Túmulo
Não bastasse querer que as pessoas lutem pela "autenticidade" de Parnaso de Além-Túmulo, ele tenta autenticar um poema apenas pelas "semelhanças mais impressionantes".
É um equívoco querer lutar pela "autenticação" porque foram identificados, por especialistas sérios, várias irregularidades nos poemas "espirituais" publicados.
É querer que se prove, por exemplo, que coelho é ovíparo, gera ovos de chocolate que, quando quebram, de lá sai um carrinho de brinquedo.
Não se pode "querer" que um livro seja autêntico ou não só porque gosta de quem o lançou, porque o prestígio religioso não é garantia de veracidade alguma e, se o livro aponta irregularidades…

A queixosa e os resmungões do "espiritismo"

(Por Demétrio Correia)
Existe um conto de Francisco Cândido Xavier, atribuído ao espírito de Humberto de Campos, publicado no livro Reportagens de Além-Túmulo, de 1943.
Ele se chama A Queixosa. e conta a vida de uma senhora chamada Benvinda Fragoso, que se "rodeava" de supostas oportunidades benditas, mas "não soube aproveitá-las".
Por isso, ela se dava a reclamar da vida. Queixava-se de ser "capacho do Destino" e, de tanto reclamar, afastava amigos e colaboradores do seu convívio.
O conto parece de uma moral contundente, mas exige uma interpretação invertida à que o texto apresenta.
Dentro do contexto da deturpação espírita, o conto, que com muita certeza não teria sido escrito pelo espírito de Humberto de Campos, revela-se não um conselho moral, mas muito antes um impiedoso juízo de valor.
E logo trazido por Chico Xavier, que sempre dizia para "não julgar quem quer que fosse". E ele sempre foi o primeiro a julgar os outros, em seus livros, e …

Chico Xavier não fez sozinho os pastiches de 'Parnaso de Além-Túmulo'

(Por Demétrio Correia)
Não são poucas as irregularidades observadas na obra dita mediúnica de Francisco Cândido Xavier.
E não são menos graves ou preocupantes.
É uma responsabilidade muito grande se dizer representante dos mortos, embora isso também apresente problemas.
Afinal, o que se vê é uma deturpação não só do Espiritismo, mas do trabalho mediúnico.
Aqui o "médium" pratica "culto à personalidade", coisa que ninguém vê porque o aparato de "bondade" dissimula e os transforma imediatamente em "ícones da humildade", "símbolos de simplicidade".
Mas você nota claramente o estrelato, com os "médiuns" transformados em "centro das atenções".
E aí Chico Xavier, que começou sob acusação de cometer pastiches literários, hoje é o semi-deus que todos querem proteger.
As pessoas fazem todo um rodeio, toda uma viagem de palavras para defender Chico Xavier de qualquer maneira, mesmo admitindo seus defeitos.
Querem deixá-lo in…

O gravíssimo problema dos "médiuns" brasileiros

(Por Demétrio Correia)
Sabe-se do grande e preocupante problema que envolve a atividade mediúnica no Brasil.
O número de supostos médiuns é muito grande para a natureza de sua atividade.
Além disso, existe o "culto à personalidade" que envolve dublês de pensadores e de filantropos, como os famosos casos de Francisco Cândido Xavier e Divaldo Pereira Franco.
A atividade de médium é completamente corrompida, feita ao sabor do proveito da ignorância alheia.
Essa atividade se distanciou completamente do perfil original do médium que nos é conhecido pelos relatos de Allan Kardec.
Só para se ter uma ideia, o médium que transmitiu as mensagens do espírito Erasto para Kardec publicar em suas obras é conhecido apenas como "monsieur d'Ambel".
Não se sabe a aparência do médium e ele desempenhava essa atividade de maneira discretíssima.
Ele não se atreveria a bancar o "filósofo" com livros e oratórias verborrágicos, nem virava dublê de ativista ou filantropo para…

Chico Xavier fez pastiches literários com ajuda de colaboradores

(Por Demétrio Correia)

Um maniqueísmo desnecessário salvou o anti-médium Francisco Cândido Xavier de uma polêmica grave.

Já nos seus primeiros trabalhos supostamente psicográficos, ele era acusado de cometer pastiches e plágios literários.

Aí veio a abordagem maniqueísta.

Se Chico Xavier cometeu pastiches, ele então teria sido um refinado pastichador capaz de imitar mais de cinquenta escritores da literatura de língua portuguesa.

Se Chico Xavier não cometeu pastiches, ele era capaz de se comunicar com espíritos do mais sofisticado talento literário.

As duas visões tentavam proteger Chico Xavier que, sabemos, foi um grande arrivista que deturpou seriamente o tão trabalhoso legado deixado pelo professor Allan Kardec.

Mas um grande problema é menosprezado pelos chiquistas, que preferem o duelo das duas hipóteses simplórias.

É que se revelou que Chico Xavier não fazia o trabalho sozinho.

Ele tinha colaboradores entre os editores da chamada Federação Espírita Brasileira.

E tinha também co…