A violência em áreas "protegidas" por "casas espíritas"

(Por Demétrio Correia)

Pode parecer coincidência.

Áreas "protegidas" por "centros espíritas" sempre apresentam casos preocupantes de violência, sobretudo à luz do dia.

Sabemos que violência ocorre por qualquer situação e poucos conseguem admitir a constatação dada acima.

Mas a força com que se supõem ter os "espíritas" e a blindagem social que eles possuem como pretensos "iluminados" poderia garantir alguma melhoria nos lugares perigosos em que se instalam seus "centros".

Só que não.

Vejamos alguns casos.

No Rio de Janeiro, o "centro espírita" Leon Denis está localizado no Bento Ribeiro, região de Madureira.

Em seu entorno, ocorrem casos de violência em pleno dia. Tornam-se mais comuns ocorrências de assaltos e assassinatos até mesmo durante a tarde.

Um ex-diretor de escola de samba foi assassinado em Madureira, e uma mulher foi assaltada no Mercadão de Madureira.

A energia pesada dos tratamentos espirituais do Leon Denis revelam até queixas de pessoas que, depois de tais terapias, contraíram azar, sendo vítimas de cyberbullying surgidos do nada.

Esses casos de cyberbullying incluíram até mesmo blogues ofensivos nos quais as vítimas encontram dificuldade para denunciar, sem que haja o risco de represálias.

Em Salvador, o "centro espírita" Paulo e Estevão, situado em Amaralina, é vizinho do Nordeste de Amaralina, um dos bairros mais perigosos de Salvador.

Nordeste é também vizinho de outros bairros "da pesada", como Santa Cruz e Vale das Pedrinhas.

Certa vez, no Nordeste, bandidos ameaçavam até quem fizesse alguma denúncia numa delegacia.

No bairro do Uruguai, na região de Massaranduba, situam-se alguns "centros espíritas" nessa área marcada também por muitas ocorrências criminais.

Mas quem acha que isso é coisa de "certas casas espíritas", observa-se que o bairro onde se situa a Mansão do Caminho, Pau da Lima, também na capital baiana, é antro de muita pobreza e de violência preocupante.

A três dias do "Dia da Paz" (alusão a 19 de dezembro, quando Divaldo Franco faz sua palestra verborrágica no evento "Você e a Paz", no Campo Grande), no ano passado, uma jovem foi vítima de estupro coletivo quando estava num ponto de ônibus do bairro.

Em Uberaba, cidade mineira onde Francisco Cândido Xavier viveu seus últimos anos, também é outro exemplo.

A cidade, onde o "médium" é tão adorado que seu carisma estimula o turismo na cidade, ocorre índices tão grandes de violência que houve passeatas pedindo mais segurança para o município.

Além disso, em 2010, ano de centenário de Chico Xavier, sua "protegida" Uberaba "ganhou de presente" uma queda de 106 posições no Índice de Desenvolvimento Humano da Organização das Nações Unidas.

A "iluminada cidade" estava em 104ª colocação segundo dados de 2000. Não era das melhores. Mas em 2010, a cidade ficou em 210ª colocação.

Em Niterói, também existem casos de "centros espíritas" situados em áreas perigosas que acabam "vibrando" para o mau agouro.

No entorno das ruas Mariz e Barros e Av. Sete de Setembro, se destaca um "centro espírita" localizado em frente a bares, no quarteirão próximo às ruas João Pessoa e Nóbrega.

Enquanto isso, os bairros de Vital Brazil e Viradouro, bairros que inspiravam um modesto passeio tranquilo nos anos 1980, tornaram-se áreas tão perigosas que criminosos circulam livremente até durante o dia.

Com certa frequência, a rua Mário Viana foi fechada em vários períodos de manhã e tarde, em horários movimentados, por causa de tiroteios.

Numa manhã, houve arrastões no entorno de Vital Brazil, já em manhã clara.

No Cubango, deve-se observar o caso do "centro espírita" Dr. March, situado na rua Desembargador Lima Castro.

O "centro" tem aspectos sombrios, de casa mal-assombrada.

Construções vizinhas permanecem reduzidas a ruínas e existe uma área de matagal ao lado.

A rua é perigosa para o trânsito de pedestres que vão do Cubango à Alameda São Boaventura (principal rua do Fonseca),

Em dois dias consecutivos, assaltos ocorreram no entorno do "centro espírita", que aliás fica defronte a um posto do Detran.

O mau agouro que trazem os "centros espíritas" não deve ser menosprezado.

No entanto, os "espíritas" tentam desmentir isso, não sem apelar para contradições.

É como no caso da Mansão do Caminho, já que os divaldistas (seguidores de Divaldo Franco) se arrepiam quando há uma menor contestação a ele.

Argumenta-se que o bairro de Pau da Lima "não aproveita" as "energias" trazidas pela Mansão do Caminho.

Grande equívoco. Para uma figura que se declara "destacada" e "cidadã do mundo" como Divaldo Franco, era para Pau da Lima ser um bairro dos mais seguros de Salvador.

Os "espíritas" se contradizem quando, num dia, se julgam vencedores no seu projeto de "promover a caridade e a paz" e, noutro dia, alegarem que "foram impedidos por espíritos inferiores" de executar seu "plano de amor".

Os "espíritas" deveriam assumir a responsabilidade pelas energias maléficas que transmitem.

Eles lidam com uma doutrina deturpada, que finge apreciar Allan Kardec mas defende ideias contrárias aos postulados kardecianos.

A incompetência trazida por inúmeras gerações de arrivistas no "movimento espírita" permitiu que se desenvolvesse um conteúdo confuso e contraditório.

Além disso, os "espíritas" brincam com as almas do além-túmulo e cometem contradições e deslizes que são uma festa para os espíritos inferiores, que se sentem fortemente atraídos por tudo isso.

As "casas espíritas" se comportam, vibratoriamente, como hospícios controlados por médicos e enfermeiros inexperientes.

Nesses hospícios, criam-se condições, unindo incompetência administrativa, descaso e outros inconvenientes, para que os internos se tornem tiranos. Os loucos se transformam em psicopatas.

Nos "centros espíritas", tem-se o propósito teórico de auxiliar os espíritos inferiores que "governam" certas áreas de bairros populares ou favelas, mas os defeitos inerentes à doutrina fazem com que tais espíritos "controlem" as próprias "casas espíritas".

Os "espíritas" tentam atribuir tais deslizes, quando os admitem, a apenas "peixes pequenos" do "movimento espírita".

"Ah, é aquela Manuela da Alfaiataria, que faz mau espiritismo! Sinceramente, dona Manuela, espírito do além com cobertorzinho não dá!", é um típico argumento usado.

As irregularidades partem até mesmo dos renomados Chico Xavier e Divaldo Franco.

O próprio Chico Xavier transmitia energias maléficas numa foto publicada em O Globo, em 1935, com o anti-médium olhando de frente com olhar malicioso.

Ele foi o maior deturpador do Espiritismo e cometeu das suas para promover a desonestidade doutrinária e a falsidade mediúnica.

Análises comparativas das obras de Chico Xavier comprovam isso: ideias contrárias a Allan Kardec, irregularidades de mensagens "mediúnicas" em relação à personalidade dos mortos alegados.

Só essa irresponsabilidade, que não pode ser atenuada por uma pretensa filantropia que muito pouca gente ajuda, atraiu espíritos maléficos.

O próprio jeito de durão do espírito Emmanuel, "mentor" de Chico Xavier e cujo perfil autoritário já é, segundo Kardec, indicativo de espírito inferior, puxou todo o gangsterismo de além-túmulo.

Chico abriu as portas para uma série de bagunceiros do além, com suas confusões e atos irregulares.

Depois os chiquistas choram, como Chico havia chorado em seu tempo.

Causar confusão e reagir às críticas e denúncias com vitimismo nunca fará de alguém pessoa digna.

Pelo contrário, é uma maneira dos covardes de não admitir os seus gravíssimos erros e os mais desastrosos efeitos por eles causados.

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