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Qual o interesse do deturpador espírita elogiar os espíritas autênticos?

(Por Demétrio Correia)

Recentemente, vemos deturpadores da Doutrina Espírita, que comandam o "espiritismo" que se faz no Brasil, elogiarem os espíritas autênticos.

Sob a desculpa de "aprender melhor os ensinamentos espíritas originais", eles chegam até a reproduzir textos de Herculano Pires, falam em Erasto, analisam "mais profundamente" as ideias de Allan Kardec.

Mas fazem isso não para realmente entender o Espiritismo.

Eles agem como piratas que veem seu navio afundando e passam para o navio inimigo se passando por aliados daqueles que iriam assaltar.

Os "espíritas" brasileiros são artífices do balé de palavras bonitas.

Com seu bom mocismo, pregam a fraternidade das galinhas em torno da raposa, das ovelhas em torno do lobo.

E, com isso, os lobos e as raposas seguem exaltando as ovelhas e as galinhas que contribuíram para o progresso de seus pares.

Diante da crise do "espiritismo" hoje, em que as contradições de tantas décadas voltam como feridas expostas na doutrina brasileira, os deturpadores correm para elogiar os espíritas autênticos.

Tem deturpador que quer dar a impressão de que nunca foi deturpador e corre para fazer altas bajulações a José Herculano Pires e Deolindo Amorim.

Faz isso para acalmar os descontentes, forjar confiança, para depois voltar ao seu igrejismo açucarado de sempre.

Os "espíritas" deturpam tanto que eles distorcem até mesmo o conceito de "fraternidade", "tolerância" e "conciliação".

Os deturpadores defendem a "fraternidade de mim mesmo", aceitando tudo e todos desde que a causa da deturpação sempre prevaleça.

O Espiritismo autêntico ganha seu lugarzinho, na letra morta (ou desencarnada?) da teoria, podendo o cientificismo de Allan Kardec desfilar de certa forma nos periódicos e eventos "espíritas" diversos.

Na prática, o que ocorre é um roustanguismo nunca assumido, um igrejismo gosmento.

Um igrejismo que fala em supostos milagres religiosos.

E que aborda a "caridade" como se abordava no Catolicismo da Idade Média, um mero Assistencialismo em que o maior beneficiado é o "benfeitor", sendo o benefício dos mais pobres apenas "um detalhe".

Daí o grande perigo desse discurso "conciliador" dos deturpadores que exaltam os verdadeiros mestres do Espiritismo.

Isso é um artifício para que deturpadores possam embarcar na carona de mais uma promessa de recuperação dos ensinamentos espíritas originais.

Tudo para se manter na mesma pasmaceira igrejeira da "fase dúbia" dos últimos 42, 43 anos.

Allan Kardec continua sendo traído, enquanto seus traidores se gabam em dizer que "são rigorosamente fiéis" a ele.

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